quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Réplica - Bom dia amor

Amor
O amor me roubou
o mal
O amor me roubou
a solidão
O amor me roubou
a tristeza
O amor me roubou
o medo
O amor que vc me
traz é o melhor amor
o amor que vc me
traz é o melhor amor
Não há medo nem solidão
há eu e vc, vc e eu
e fazemos o nós
Nosso carinho timído
nosso sorisso bobão
Nosso melhor amor
não há mal,
não há solidão,
não há tristeza nem medo
há eu e vc, vc e eu

Não sei como surgiu
só sei que tá aqui
não sei se vai ou se fica
só sei que tá aqui comigo
Todos os dias
quando abro os olhos
e quando os fecho
e essa vontade
de ter a cada minuto
me fazendo feliz e ter
a vontade de te fazer feliz
E os nossos planos
todos bem planejados
sendo executados na medida
perfeita.
é uma sinfonia bem tocada
com as notas bem encaixadas
Porque O amor que vc me
traz é o melhor amor

Juliano Chaves

A cutucada - Uma menina rendida

se eu falar que foi fácil, vou mentir.

quando eu tentei te conquistar, foi pretendendo provar que eu poderia fazer e sair, sem arranhões, sair ilesa, só por capricho.
então quando eu menos esperei, eu estava me rendendo.

quando eu pensei em fazer você me desejar, foi intencionando só te provocar, provar que eu sei ser mulher, sei ser o que você procurava.
e de repente, eu estava rendida, sem ação.

quando eu arrisquei todo charme e sensualidade nos meus detalhes perto de ti, foi só para você ficar na dúvida de qual era as minhas intenções e se encantar no meu cheiro, no meu olhar, na minha saliva.
e num sopetão, simplesmente eu me rendia ao que eu teimava em não perceber.

quando eu imaginei você vidrado na minha ideologia, no meu gosto, envolvido, misturado as minhas vontades, minhas carícias, eu suplicava ainda à razão que não era nada, além de planos estratégicos para exaltar o ego.
e então inexorável foi a explosão da vontade de dizer que te amo.

Amo.
Rendeu-me a ser menina, a ser sua menina.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um vírus com arquivo não executável

Sei lá desde quando, mas descobri: meu maior medo é o jargão.

Quando eu era criança, pra disfarçar que eu não era normal, eu, ao invés de boneca, carregada uma carreta vermelha de madeira com todas as minhas Barbies e, óbvio, que a minha Barbie não era noiva como minha mãe queria, era a roqueira com cabelo verde e mini saia roxa. E ao contrário de todas as meninas, eu preferia a toalha do verdão a da Hello Kitty... E assim foi, evitando se ser...

De repente quando eu me via normal, gostando de Xuxa, influenciada pelas primas e aminguinhas de escola, eu decidi que não gostava nem de Ballet, nem de vôlei, eu preferia mesmo jogar futebol. E que não gostava de rosa; a bolsa, a saia, a blusinha, o esmalte era tudo azul ou de verde.

E quando a normalidade insistia em aparecer, eu decidia que não poderia ter cabelos compridos, pois então eu parecia uma jovem sexy dessas de coxas roliças e cabelos esvoaçantes. Então aos 15, eu tinha cabelo channel, aqueles lisos e retos, sem graça. ao invés de rímel, um óculos preto e quadrado para ver melhor, e no lugar do brilho labial, dentes de aço. Quando então o usual era ler capricho ou sei lá, essas revistas de adolescente, eu lia Kafka e lia sobre a filosofia e, quando era comum ser rebelde e ouvir músicas, eu as odiava.

Então eu cresci evitando isso e aquilo, a minha felicidade estava na diferença e nos questionamentos, ai evitando coisas e desvencilhando todas as regularidades, todas as normas, todas as tangências, eu descobri o que eu era.

Mas ai veio a paixão, com a mesma simplicidade e igualdade de um sorriso que eu dava, eram os dos outros e, o mesmo ódio, e o mesmo jeito bobo de amar, vieram todos num turbilhão de jargões, como das outras pessoas.

Descobri então, que por mais que eu teimasse em não ser humana, eu era e, a mesma forma que as minhas lágrimas molhavam meu rosto, as lágrimas alheias molhavam os seus rostos. Tentei não chorar então, para ser diferente e, quando chorei, chorei demais.

Tentei não me apaixonar e, que coração idiota!, resolveu exagerar, se apaixonou demais.
E ao contrário das palavras que se apagam num 'deletar', ele não se vai.

E pra menininha que toda dotada do mais severo ceticismo, isso se explica através da física quântica!, mas não se subtrai como contas, não se dissolve com solvente, não se classifica como síntaxe, é incompreensível a mim.

Jargão?

É um prognóstico.
É um 'se liga'.
É uma autocorrelação.
É uma apnéia.
É uma arritmia.
É uma comitologia.
É uma flexigurança.
É um 'dar um rolé'.

É um tanto de coisa, que você acha descolado, lindo, especial, coisas quando você não sabe o que é, quando sabe, gosta ainda mais, então exibe e, quando vê que não agrada mais, tenta largar e não consegue: impregna, não desgruda, sufoca.

Jargão é um tipo de vírus, que você pega e fica.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

uma palinha

Ele é assim, simplesmente impressionante.
Quando eu falo isso para ele, instantaneamente contesta: Por que?
E é quase inexplicável, faz-me bem sem querer, faz-me sorrir sem intenção, está nele o meu olhar brilhante em cada momentozinho que passa.
Perplexa é essa cumplicidade.
Inusitado foi o nosso encontro, tão perto, tão junto e tão longe. Escondia-se na beiradinha do meu eu, no cantinho da minha percepção, na frestinha do meu motivo de sorrir despretensioso.
Gostoso é saber que você continua ai, meu amigo e, só fez crescer algo que estava em mim, além de amiga, virar sua menina. Foi descobrir o carinho nas palavras, o pudor nas brincadeiras, o respeito pelas vontades.
Foi entender que quando a gente menos espera o universo só conspira a nosso favor, a nossa paixãozinha, ao nosso amorzinho ainda tímido.
A vontade é gritar por ai que nós nos encontramos, mas não precisa, está estampado em nossos bom dia.
Bom dia! :)

domingo, 30 de agosto de 2009

eu saio e volto ao tino muito rápiodo também, acho que a vida me ensinou: senão deu certo, menina, insista somente o suficiente que vai o seu limite, ai pode desistir e ter novos problemas. :)
Daquele amor da última postada sobrou um pouco aqui, mas engarrafei e coloquei na prateleira ao lado do catavento, talvez o use no futuro, nunca se sabe ao certo o dia de amanhã, maaaaaaaas amanhã a gente vê, por hora, preocupo-me com outros problemas.
Ando um pouco estressada, um lapso hoje, uma parada no ritmo, claro que o meu ritmo é bem difícil parar, diminui e avança...
Pensando muito nos amigos, na conversa com um, declarei logo, acho mesmo que há pessoas nesse mundo que nascem para encontrar e viver grandes amores e, outras, talvez como eu, para estudar, trabalhar e talvez ser bem sucedido profissionalmente - é o que resta.
A culpa pode ser toda minha, não discordo, mas concordo com a idéia de que eu não fui treinada para outra coisa também.
Hoje, deixei o vidrinho das emoções na estante, resolvi viver um pouco de cada vez, que sabe a placidez recupere um pouco da sanidade que se esconde nessa rotina?
Ainda bem que nem todas as coisas são como a gente quer, pois se fossem como eu desejo, o mundo correria sempre a 120 por hora, subindo a Rua Augusta na contramão, certo?
Uma hora ia dar tilt! Apesar de me sentir, muitas vezes, um tilt ambulante o tempo todo, todo o tempo.
Eu queria hoje reclamar menos, queria cobrar menos as coisas das coisas, queria sorrir mais espontâneo, mas eu sou quase a insatisfação em pessoa.
o que acontece?
Como é que se faz para tirar toda essa ansiedade?
Como faço para achar um caminho certo, desses bem seguros que eu possa me sentir confortável?
Sei lá!
Sabe lá.
E vamuqué vamu!

domingo, 9 de agosto de 2009

O farol

Ontem eu fui ao parque do Ibirapuera dar pão aos patos... Estava entendiada e achei eu que aquilo me animaria. Fui ao boteco do amigo, tomei uma bela Norteña, fiquei indignada com a lei sobre os cigarros e chocada com uma história de estupro.
O sábado ia muito bem, liguei para uma amiga, ela estava no parque, na montanha russa, esquisito, achei... Talvez seria uma premonição, sei lá, não pirei muito, continuei.
Falei muito com um outro amigo, não velho, mas um ótimo amigo... Impressionante!
De lá fui eu ao Ibirapuera, que fiquei cantarolando 'São Paulo, a cidade que amanhece trabalhando, lalalala', eu fico feliz com pouco e, confesso, que fico triste com pouco também.
Foi perfeito! Até que de lá, a gente se perdeu e, de lá sai para ver o farol de uma das travessas da Avenida Paulista se abrir e fechar 32 vezes. Não sei ao certo quanto tempo isso demorou, mas isso foi suficiente para eu pirar um bocado...
Eu dali, conclui que novamente vou sofrer de amor, não sei se já é o processo ou daqui um tempo terá uma fase pior, mas eu me rendi novamente, não sei ao certo o porquê: fraqueza?
Sei lá, só o tempo vai dizer qual vai ser né?
Eu queria ser menos 8 e 80, talvez eu sofreria menos, talvez seria tudo mais ameno, mais fácil, mas eu não consigo...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

eu não sei onde vou parar...
são tantas dúvidas.
será que vou pelo caminho certo? e se eu voltar?
só sei que não aprendi a andar, só corro.
de repente, eu fico sem fôlego e ai, o peito dói, não sobrou nada!
foi tudo como areia quente, escorrendo entre os dedos, pela alma - se é que tenho direito a uma.
por que não poderia ser só um pouco mais fácil? para que todo esse meu humor fosse mais real, fingir às vezes dá caimbra.
talvez se eu tivesse menos celulite?
talvez se eu tivesse cabelos mais longos?
quem sabe se eu fosse mais leve? mas eu sei que eu peso...
impregnada com esse fedor de competitividade, competência, entupida de qualidades inúteis...
onde eu iria usar tanta informação para soprar bolhas de sabão? brincar de bola? ou sorrir com o velhinho rabugento brigando na padaria? pra nada.
se eu ficasse lá no mar perdida como o naúfrago, que eu faria com tantos saramagos e kafkas que li? só para enforcar o grito de socorro ou afogar toda a melancolia?
mas ai, eu olho bem ao meu umbigo e, a felicidade não stá ali saltitante...
o que é a pedra do sapato, eu não sei bem, só sei que não quero mais ela.
agora, pelo menos, teria alguém para pensar no sorriso e, que sorriso.
outra freitag.