quinta-feira, 21 de maio de 2009

Blefe - Parte II

O que a gente aprende é nosso e só nosso.
A gente aprende que quem realmente vai embora, só se vai, sem avisar...
Que tudo que é feito num susto, realmente nos toca mais, nos pára, nos consome.

Tudo que a gente quer às vezes não pode ser mantido, pois nem sempre o que é melhor para gente e, é para o outro.

Quem joga, não tem direito.
A vida seria bem mais fácil se todos fossem claros, que por mais que ajamos dessa forma, a culpa nem sempre é toda nossa.
Por que o que a gente aprende também faz a gente ficar mais astuto, mais calejado, menos divertido, mais carrancudo. E claro, a julgar precipitadamente.

E aonde eu vou com toda essa carga? A lugar algum, só procuro o que eu acho que é melhor, de um jeito desastroso.
E se eu fosse realmente embora, diga-me só para onde eu iria?
Ali mesmo donde eu nunca sai: do trabalho exacerbadamente trabalhado, dos livros exageradamente devorados e, claro, do andar por ai, tentado ser exatamente esse repente, esse susto, essa má impressão, que sempre me vestiu muito bem!

Incrilvemente ai ainda estou aqui e, não saio tão cedo!
Finjo-me muito bem.





quarta-feira, 20 de maio de 2009

O blefe

Bom, hoje eu acordei com aquela vontade dananda de escrever.

Ne verdade, desabafar. Realmente eu nunca vou mudar, vou ser sempre essa pessoa sofrendo por alguma coisa e fingindo ser essa máxima em felicidade e perfeccionismo, entre trabalho e uma vida social bem ativa.

Eu lembrei hoje de um livro que eu li em 1998, sabe qual a idade que eu tinha então? (Precisei usar a calculadora) Eu tinha 14 anos. O Dia do Coringa era o livro. Muito bom, pelo menos, eu gostei.

Nele fala sobre o baraho, como é fascinante. Sabem que o baralho tem exatamente a mesma quantidade de cartas de semanas que tem num ano? Falam que o Rei representa o Diabo, Rainha, Maria e o Valete, Jesus. Enfim fora essas, os naípes, dois vermelhos, que representam as estações quentes do ano e, os escuros, as estações frias: Outono e Inverno. 13 cartas para 13 ciclos lunares. E o coringa? Bom, e o ano bissexto? É isso mais ou menos... Bom, minha fascinação pelo baralho, esse tal instrumento de jogos de 'azar', é tanta que tatuei em minha pele os naípes.

Na verdade também, porque sempre encarei a vida como um jogo... E mais ainda, acho que a beleza de jogar está na sagacidade de ganhar, como já citei antes em outro texto, nem sempre ter as melhores cartas fazem você ganhar o jogo, precisa certo manejo, certo envolvimento, até manipulação...

Eu tinha ouro

Eu de repente me vi ali, pasmada, sendo roubada da realidade, pensando em alguém à toa, o tempo todo. Eu estou absolutamente encantada, perdi o tino para o jogo, fiquei insegura e, para alguém que leva a vida tão estrategicamente planejada, algo que desautomatiza isso tudo, só retoma ao ego e a claro, fazer algo totalmente sem pensar: Truco.

Ele é realmente uma incógnita a minha percepção e interpretação e agiu com tanta placidez que ainda me soou muito rude. Pedi 9.

E num zás com só o jeito dele de dizer tudo em entrelinhas, eu saquei que tinha perdido o jogo, ele era o Zap. Simplesmente esmagou meu Copas, sem dó. Daquele jeito de final de jogo... Fiquei estatelada. Eu não precisava ter posto tudo a perder, porque ainda era o começo de um 'jogo', mas eu sempre atropelando tudo, poderia ter analisado mais cartas, poderia ter ainda deixado ele começar ganhando, mas prefiro tudo rápido, em um estalo.

Ai vi que nem tudo é jogo. Que nem tudo é do jeito que a gente quer. Eu aprendi cedo que toda ação retoma-me em reação. Tudo tem um preço.

Na verdade eu mesma fiz minha cilada, criei algo que não saberia lidar...
Ele não poderia ter sido mais sensato. Menos gente grande. Tão limpo.
E é por isso que assim se está, realmente foi um grande erro.

domingo, 17 de maio de 2009

o maço de Galaxy e o dente do Siso

Ontem foi um dia daqueles de ir ao cinema sozinha, de andar por ai sozinha e pensar na vida, sozinha.

Tomei um porre sozinha, desses de ter ressaca e ficar filosofando sobre a vida.

Fui a livraria antes de ir ao cinema, aliás, passei na porta do cinema e vi o horário do filme que eu iria ver num sábado, dia de casais ir ao cinema e, eu sozinha. Não me incomoda muito, incomoda mais o dente do Siso nascendo, acho que finalmente tomarei juízo, né?

O filme? Serve qualquer um, afinal depoisnão ia ter que comentar com ninguém, só decidi que não seria nenhum daqueles que a minha crítica ácida julga como ruim.

Beleza. Lá fui eu a livraria, lançamento de um desses joguinhos de nerd. Nerd não feito eu, nerd de outro jeito, argh! Tomei meu café, um americano, que é mais fraco ainda que o carioca, afinal de acidez já bastava a minha crítica.

Um livro bom, eu gostei: Coimbra escreveu Mulheres. Li ele tomando uma cerveja no bar. Identifiquei-me muito com Janete, a personagem do primeiro capítulo e muito, com o segundo capítulo 'como ir sozinho ao cinema', ah, o terceiro também, com o namorado que sempre seguia aquele mesmo roteirinho com o sexo. Diverti-me muito com esse tal Coimbra.

Comprei uma revista também: Super Interessante em algumas idéias que podem ser que se transforme em reais daqui um tempo. Uma delas, acho que o teletransporte, depois de uma cerveja, pegar metrô foi o suficiente para eu vomitar até meu baço! Maior vexame, mas é a vida.

O detalhe é que conheci um casal gay que é maior gente boa, demos ótimas risadas.

E a moral, que eu descobri que minhas expectativas realmente avançaram além da conta em um certo ponto da vida, que depende também das expectativas de outro, resumindo: tudo que é vivo morre!

Exceto as bactérias e águas vivas. Não como o amor, o tesão! E pessoas...

Enfim, o Galaxy do título é por causa do maço que fui comprar do meu e não tinha, ai comprei um Galaxy, desses cigarros que era a pompa há um tempo atrás. E hoje? Uma ressaca moral brava e o dente do Siso que não pára de me incomodar.

Café, café, café!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tensão pré-feriado para uma Workahoolic

me peguei lendo outro livro: ecce homo.mas pirei.
achei que fosse um sinal, como 2 livros em uma mesma semana eram os últimos de ambos os escritores?
é, coinciência demais pra mim.
ai lembrei que sempre fui exagerada, nunca soube ser nada mais ou menos, nada tanto faz, nada deixa pra lá.
pensei então, era um sinal mesmo, hora de pensar em viver um pouco mais sem isso de exagerado, levar as coisas em banho-maria, sabem?


uhn, será que dá? é, então, lembrei que não.
Ai foi isso por hoje.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

tic tic tac

ontem acordei, já era boa tarde.
ai resolvi ler: Pulp, fodasticamente ótimo esse livro.
sentei e terminei de lê-lo na cama, muito bom - recomendação.
ai resolvi que estava com fome, fui a padaria buscar um frango assado: merda, o tiozinho já estava lavando a televisão de cachorro onde enfiam o espeto no cu do frango e ele fica lá rodando, rodando... e assando, obviamente. 15h00 e não tinha mais frango? esse pessoal anda folgado mesmo! depois reclamam da crise econômica...
entrei ainda com esperança.
moço ainda tem um frango ai? na verdade dois, a vizinha pediu pra eu comprar um pra ela.
eu chutei que devia ser no máximo dez conto. exatos, 10 conto cada um, 2 frangos que ainda tinham e já tavam embrulhados: maravilha!!!
voltei feliz e saltitante e comi o frango todo, ah o Belane do livro lá, tinha esquecido de declarar o imposto, eu lembrei que nem eu, preciso vi sapoha, agora preciso resolver até amanhã isso ai...
por que se der pau, ainda dá tempo de pagar alguém pra resolver o que me soa mais absurdo ainda, mas é a vida!!!

0 frango? ruim demais, além de frio, eca, tinha uns baratos lá que não tem no filé do frango, mas fechô!

e fora isso, muito trabalho mesmo, ainda vou colocar tudo em ordem. :D

é...

sábado, 25 de abril de 2009

Perfeição

de repente um estalo e nem sei mais quem eu sou.
eu queria tanto não ter tempo para não pensar e, os pensamentos ainda surgem e fazem o meu conflito.
o problema talvez seja o limite - que eu mesma coloquei.
ou talvez o senso de perfeccionismo que sobrepõe qualquer coisa que eu faça.
eu pensava que se conseguisse isso exatamente como é, talvez não teria mais com o que me preocupar.
ai vi que o que desejava não bastou e tem mais coisas que eu quero, mas esqueci que pra tudo há um contraponto, mesmo físico, a gente tem um limite que não é superado.
e a motivação necessária para cada ato não depende só da nossa vontade.
ixi, tô pirada hoje.

mas vou explicar mais.
para tudo tem um planejamento antes e, depois o planejamento vira uma análise dentro dos meus conceitos, que prevalece sempre o julgamento.
às vezes acontece um estalo.
ai você me diz que a maioria das pessoas são assim, dentro dos conceitos delas... mas que há também até um ponto que é saudável - o meu é extrapolado.
eu sufoco tudo ou todos. ou tá dentro ou tá fora.
que merecem o meu amor ou merece o desprezo - ou pior a dó.
as coisas precisam estar do jeitinho que eu vejo como bom e geralmente não é bom que me satisfaz, é o ótimo.
como alguém pode não me amar sempre inexoravelmente?
como alguém vai questionar qualquer ponto do que eu faça se eu planejei exatamente para ser perfeito?
por que alguém pode não concordar comigo, já que eu vi todos os pontos e se eu defendo essa posição é porque é perfeito.
nada pode dar errado.
e ai pensando bem, eu deveria é parar de pensar, já tentei...
mas continua. Imperfeito.

domingo, 5 de abril de 2009

O que é amizade.

Amizade é dividir as coisas, é somar, é ouvir e falar.

Essa semana parei para pensar, que por mais que tenham pessoas no nosso convívio que não falam o que a gente quer ouvir e, que a gente ache que eles são chatos, a gente precisa de um empurrão pra entender que cada um tem uma forma de gostar da gente e que a gente também pode dar o maior trabalho.
Hoje foi um dia que eu tive saudades das pessoas mesmo de perto, sabe quando a revoada de borboletas dentro do estômago parecem não sossegar, ficam agitadas e querendo sair não se sabe porque. Era saudades, saudades das pessoas que a gente ama e que às vezes esquece, saudades das pessoas que a gente não deixa participar das nossas vidas, saudades das pessoas que a gente só fala oi, que a gente fingi ser alguém, das pessoas que nos conhecem de verdade, das pessoas que eu nem conheci.
Por que saudades dói tanto? Por que as pessoas vão embora? Por que as pessoas não sabem o que querem? Por que, ah....