segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo!

Finalmente eu sentei e fiz um plano de sobrevivência para 2009:1º lugar trabalhar2º lugar trabalhar3º lugar trabalhar
Bom, esse ano vou estudar, fazer minha pós.Bom, esse ano vou fazer boxe, malhar.Bom, esse ano vou curtir meu amigos, me divertir.Bom, esse ano vou TENTAR fazer menos cagadas!
Esse ano vou atrás da minha felicidade, e felicidade para mim e ver minha mãe sorrindo. Felicidade para mim e ver meus gatos correndo, brincando. Fecilidade para mim é ver quem eu amo feliz. cansei de procurar o inatingível para pessoas como eu.
É, tô legal.
Vô dançar muito samba-rock. E se quiser, me chama que eu vô!beijomeliga, benhê.

sábado, 10 de janeiro de 2009

A Dona Helena & a Tieta

A gente grita, protesta e quer que a vida seja diferente, mas na verdade, não faz nada para que isso se realize - não que adiemos, mas prorrogamos.
A gente fica triste e ai, se dá o direito de ir para a balada, beber todas e começar uma rotina social invejável. Invejável, somente por que todos nós têm algum defeito social e sempre quer algo que não está em nossa realidade.
E ai se esquece de viver. Faz do mundo uma vitrine: uma vitrine com coleções de fotos de momentos lindos e perfeitos no bar, na praia, na balada ou em qualquer outro lugar (de preferência lugares famosos), uma vitrine de boa performance geralmente com visual novo, com sorrisos novos, olhores sexies novos, roupas novas, tudo novo... Uma vitrine e só.
Eu sou assim. Até o dia que encontrei a Dona Helena sem a Tieta.

Desde os meus 10 ou 11 anos de idade, eu conheço a Dona Helena.
A Dona Helena é uma das figuras mais interessantes que conheci na minha vida e com certeza, ela será uma personagem que não vou esquecer... É uma senhorazinha de olhos claros profundos e cabelos grisalhos, desde então. Casada com o Seu Ozório, um senhor cheio de histórias e muito admirado entre a molecada. Eles sempre estiveram presentes, sabe os tios da venda de doces da sua rua? Então, são eles. A gente deixava tudo anotado na caderneta e podia sempre pagar por semana, o que facilitava muito.
Eles sempre procuravam novidades para agradar os pequenos fregueses e entretiam a freguesia com as histórias da junvetude. As vezes, nos entediava, mas sempre ouvíamos - atentos ou não. Tinham uma gata, que soube hoje que veio a falecer. Triste. A gata mais linda que já vi na vida, mas não ao acaso. A gata dormia na cama, comia carne de primeira, tomava leitinho morno na cama e os melhores médicos veterinários à disposição. Uma gata com vida de princesa. Tinha a própria mesa, que sempre era explicado por dona Helena. A mesa redonda de mámore, tinham os pés de metal trabalhados e o detalhe que embaixo da mesa, havia um suporte que parecia mais uma mesinha para anõezinhos, sabem? Lá que a gata comia.A boa vida da gata só acabou quando veio a Tieta. Foi a novidade da rua. Uma cachorra de porte médio branco com manchas marrons, vira-lata. Lembro que havia algumas coincidências com o número sete, não me lembro ao certo, mas: sete filhotes, nascidos no dia 07/07 e havia chegado em algum dia 07, mês 07, enfim.Uma cachorra com muita personalidade também. Todos conhecem a Tieta, pois dona Helena sempre a obriga a cumprimentar a todos:- Tieta, dá bom dia ao Sr. Fulano.A Dona Helena sempre foi uma figura polêmica, lendo assim acho que estimulo em você uma sensaçãozinha de dó, mas não é dó que ela transmite, admiração por seu grau de serenidade.

Seu Ozório e Dona Helena sempre nos demonstrou ser um casal que viveram o casamento muito bem - e tenho certeza que foram muito felizes juntos. Não tiveram filhos, mas Tieta sempre supriu muito bem. Quando tinha alguma briga entre os moleques da rua, Seu Ozório ia apartar, sempre bem sucedido, pois pela admiração que todos tinham, os conselhos e palavras sempre foram ordens. Dizem as más línguas que eram doidos, afinal quem dá carne de primeira aos animais? Por que ao invés disso não cuidam de uma criança? Bom, eu acho que um sabe exatamente o que faz bem fazer e, eles faziam isso.Dedicados a igreja também. Já frequentei a igreja e lembro bem, os dois sempre estiveram lá presentes, com tanta serenidade.Tieta entendia russo, afinal Seu Ozório e Dona Helena falavam e até nos ensinavam algumas palavras... (Sinceramente, não sei nada de russo)
Seu Ozório faleceu. Não me lembro a data exatamente, nem o ano, só sei que foi muito triste. Em pensar que nunca mais veria aquela perua com o casal mais feliz e velhinho que eu conhecia.Eles sempre estavam animados, chateados sempre com coisas banais, mas nunca, nunca na vida vi, eles fazendo mal a ninguém.
O que seria da Dona Helena?
Então, Dona Helena passou toda a minha adolescência passeando umas 5 vezes (menos ou mais, não sei precisamente) com Tieta. - Tieta, dê bom dia ao Sr. Fulano.E, enquanto a minha vida não tinha momentos tristes o bastante para me dar o direito de fazer coisas para esquecer de viver, eu ainda parava e conversava com a Dona Helena, que sempre me contada de como andava a família dela (a Tieta e a gata), qual o preço do leite, as novidades com o padre Enivaldo (não me recordo se é esse o nome dele também) sobre um tanto de coisas cotidianas, que me impressionam...Como alguém pode ser tão serena com essas coisas tão simples da vida?
Ai, passou e eu tinha tantas preocupações e uma rotina tão corrida, que não tinha mais tempo de conversar com a Dona Helena. Sempre a encontrava, mas sempre só podia desejar-lhe: bom dia! Bom dia, Tieta!E sempre planejando e querendo mais coisas, sempre atrasada, sempre correndo, e planejando mais... Até hoje.
Encontrei a Dona Helena sem a Tieta, perto do mercado. Tomei um susto.- Dona Helena, cadê a Tieta?- Ah, não posso mais levá-la a todos os lugares não é verdade? Até perguntei ao veterinário do mercado o que ele me recomendaria para os ouvidos da Tieta, a Tieta não anda escutando muito bem...- A Tieta tá precisando de uma companhia canina, não?Perguntei isso não despretenciosamente, acho mesmo que a Dona Helena precisa de uma companhia.- A Tieta anda cansadinha e eu já tenho 83 anos, não quero ter outro animal para viver mais do que eu e ai, morrer na incerteza que cuidarão dele da mesma forma que eu...
E lá passei bons minutos conversando com aquela senhora de olhos tão profundos, com uma racionalidade impressionante.
Eu? Até agora penso, como pode? Onde eu acho também a minha felicidade...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

teorias conspiratórias passionais

hoje eu ri muito de um texto velho que escrevi.
passou-se milhares, milhões de horas na minha vida e eu continua a mesma, bicho.
memo ciclo:

- toda e qualquer paixão me diverte, então eu saio e vou me divertir;
- controlada feito uma pedra em queda-livre, tente pará-la e verá: se o seu convite foi aceito, será invadido, fato!;
- qualquer beijo, seguido de uma ligação, virar-se-á uma teoria conspiratória passional, cá vou explicar novamente o que é;
- depressão, porque nunca dá certo isso;
- nova paixão.

ciclo renovado.
isso durava de 3 a 4 dias, com a evolução de milhões de horas, passam-se para de 1 a 2 SEMANAS.
o que é uma teoria conspiratória passional?
será que ele gostou de mim? bom, no meu caso, sempre a resposta é: ele deve ter te achado um pouco invasiva demais, porque você não tenta da próxima vez ir com mais calma? bom.
ele me ligou. porque ele me ligou nesse dia, horário, minuto? pode ser qualquer um, a gente sempre fica pensando (eu pelo menos, penso): o que ele tava fazendo para me ligar, porque exatamente naquele segundo, porque, porque e mais enfim motivos para isso. a resposta é simples: porque sim, ué! mas fazer uma teoria faz parte.
por que eu não atendi? eu achava que com o tempo iria mudar isso, mas por exemplo agora nesse exato minuto, meu celular está desligado há 2 dias. se toca, eu não vejo, porque sempre deixo no vibra (ui) e se eu vejo, 'muitas das vezes' (velho, eu tô velha, meu professor na faculdade falava isso, acho que o de psicologia), finjo que não vi: o que EU vou falar para ele?
essa pergunta sempre acontece por um motivo básico: geralmente eu fiz merda! devo me preocupar... hahaha...
como eu sempre me apaixono, sempre falo: com esse eu vou casar!!! mas ai, não sei se um dia NA VIDA eu vá casar, nem, na verdade, sei se combina comigo casar... e se eu quero... talvez! quem sabe?
ai fico pensando em todas as coisas boas do cara para CASAR com ele.
e nessa MESMA hora, que eu geralmente desisto e ai?
vou e me apaixono por outro.
FIM.

outro começo...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

umadasúltimascoisasquefizem2008


bye 2008, welcome 2009

eu acho que deveria usar um corretor ortográfico, mas não.
bom, daqui a algumas horas já estaremos nós embarcado em 2009. ouvi hoje dizendo que a reforma ortográfica entra em vigor - bicho, com a memória que eu tenho, vai ser foda escrever, ein?eu vim aqui escrever sobre como foi 2008 e como será o meu 2009.eu repeti tantas vezes que o meu 2008 foi ruim, pensando bem, mentira!nunca tive um ano de tanto aprendizado. vou explicar porque agra.eu tive um namorado, o único da vida, sabem? nossa, o que sofri com ele. os bem de perto acompanharam, mas pensando bem, eu aprendi tantooo com isso, vou entrar em 2009 uma nova pessoa! mais forte, mais preparada, mais animada! renovada... pra que vamos reclamar, né? eu aprendi com isso que o mundo é imenso, vocês não têm noção (têm, sim, né?) de como esse mundo tem gente legal, bonita, gostosa, inteligente e, mais importante, que possam te fazer feliz.felicidade dessas instantâneas, momentâneas, espontâneas!!! Ohhhh quanta gente legal entrou na minha vida!aos velhos e bons amigos? sempre agradeço, beijo os pés, porra, como eu amo vcs e não canso de dizer!!!eu na verdade continuo piradona, sabem? mas ainda vou me recuperar - ou não.
meuuuuu emprego!!! porra, bicho, nada poderia ter acontecido de melhor para o meu UP pra isso... um valeu especial a essa pessoa que eu admiro.
tatoos que sempre tive vontade de fazer! e finalmente meus lindos cabelos vermelhos brilhantes de voltaaaaa....
eu respiro e me sinto eu! lindaaaaaaa, feliz... e ainda vivendo tudo exageradamente ao extremo.pula de cabeça! cai e levanta, respira e funga, sonha... e corre atrás!
eu queria poder gritar agora para todos ouvir o quão viva eu estou e simplesmente porque tem um monte de pessoas fodas que me rodeiam!minha família, aquela loura querida... todos!!! opa, vida boa que eu tive, não posso reclamar...
em 2009! quero usar tudo que me fortaleceu e que eu aprendi...quero beber mais, com menos glicose...quero rir mais, com menos medo de ofender...quero mais amores, quero mais prazer, quero mais gargalhadas, quero mais gente!quero mais livros, quero mais música, quero mais!!! quero tudo...quero eu engolir o mundo... abraçá-lo...
e viva 2009, e viva todos os amores que eu cultivei na vida!
valeu 2008!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

8 ou 80

Sabem aqueles jargões básicos sobre isso de exagero? Então eu sou todos eles.
Ou o cabelo tá preto e sério, ou tá vermelho fogo, chamativo e louco.
Ou fica comigo para sempre, ou nunca mais apareça.
Ou te quero muito perto sufocantemente, ou nem sua sombra quero ver o rastro.
Ou te amo em dois segundos, ou te odeio em 1.
Ou é café amargo, ou é bem doce, melado.
Ou é uma calcinha cafona de bolinhas e florezinhas, ou uma bem fio dental, de renda, preta.
Ou eu me jogo, pulo e te agarro, ou sou tímida, encolhida, espremida...
Ou eu sorrio demais, ou planejo milimetricamente.
Ou é tudo fervorosamente devorado, ou bem devagar, degustado.
Ou o bifé é mal passado, sangrando, ou é sola de sapato, esturricado.
Ou é extravagantemente arrumada, ou é um tropeço no guarda-roupas.
Ou é menina, ou mulher.
Pensando bem... Quem se é uma coisa ou outra, né? Somos momentos...



sabe quando o cheiro de alguém vem e inunda as suas narinas, seus pensamentos e assim por diante? você fecha os olhos e pode imaginar exatamente... Abre, e fica pensando naqueles velhos lugares, os mesmos de sempre mas que presenciaram outras situações, boas: saudades.
tô com uma saudade danada. Saudade de mim, há um tempo, saudade de quando eu ainda era feliz por nada, de quando nunca tinha me apaixonado de verdade e nem sofrido de amor.
experimentar pessoas, umas você engole, outras você degusta, mas não gosta mais, enjoa, tem medo de empapuçar, feito quando se tomar cerveja sozinha.
já bebeu cerveja sozinha? tequila? capirinha? num bar, sentada? os garçons sempre esperam que vá sentar alguém ali na cadeira em que deixei a bolsa, mas não vai. ai você fuma um cigarro e toma um gole, e intercala até embaralhar as coisas. levanta e vai embora. sintomas de saudades isso. quem vai beber sozinha? sou alcólatra, será?
maybe.na verdade, falei tanto já, que não quero mais falar. talvez já tenha falado demais - na vida.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Quebra-cabeça

Parte I


- Eu? Eu tenho 16 anos, falo 20, porque uso drogas senão me levam pro juizado de menores. Eu tava em Minas, ai falaram que aqui em São Paulo tinha emprego para mim, então eu subi no caminhão e vim. Chegando aqui me levaram pra um lugar, uma casa de puteiro, então eu fiquei com vários homens, até o dia que resolvi fugir de lá.
Ascende a luz, olha para mim com uma cara de ‘vamos lá’, mas não era em mim:
- Vou te dar uma injeção para dor.
Começa a gritar pra caramba, eu tava com uma puta dor de cabeça, afinal, eu tinha quebrado um pára-brisa com a cabeça:
- Ei, Fernanda, fica quieta, bicho, num vai doer porra nenhuma. Já fizeram coisas piores para você na sua vida, que doeram mais. Isso daí é para você ficar de boa. Tipo essa tatoo, não doeu?
Ela fedia demais, de um fedor insuportável que só de lembrar eu franzo a cara de lembrar. Ela vestia uma saia vermelha, que mal caberia em meus 63 kg e, ela vestia, sendo que a o anti-braço dela, deveria ser a minha coxa. Uma blusinha que se perdia a tantas dobras fedorentas. Um cabelo quiçaça descolorido de louro, uns pés sujos, nojentos que empesteavam e me embrulhavam o estomago cada vez que ela arrumava a coberta.
- Eu usei lança-perfume e por isso tenho problema de coração, não senti nada. Ah, meu nome não é Fernanda de verdade, esse é meu nome falso. Caroline é o de verdade, mas ta bom, assim pelo menos eu arranjo um emprego. Do que você trabalha?
Pensei bem, talvez ela não entendesse, respondi só, internet. E ai ficou um silencio que as minhas entranhas necessitavam, pelo menos, por alguns segundos.
- Onde você estava com o carro não tinha manobrista?
- Não.
Deu-me um frio insuportável, eu já havia pedido uma coberta, que recebi como resposta “Querida, isso aqui é um hospital público, acha mesmo que está num hotel? Cobertores são raros aqui!”, coloquei uma blusa que minha mãe trouxe, fazendo malabarismos para não arrancar o soro da veia.
- Que blusa linda a sua.
- Valeu, to com frio.
- E sua mãe é aquela loura, né? Ela tem olhos verdes.
- Sim.
- E aquele moço? Seu namorado?
- Não, meu irmão.
- Poatz, quero mijar.
De repente, comecei a prestar atenção, meio enfurecida:
- Fernanda, levanta e vai mijar no banheiro, você nem fudendo vai mijar ai, vai logo.
- Mas meu joelho dói.
- O caralho que dói. Não quebrou nada, vi os médicos falando, você já ta de alta. Vai logo.
Ela como pensou bem e não quis me contrariar, levantou candangamente aquela bunda fedorenta e foi mancando, devagar. Embrulhava-me o estômago.
Veio novamente o enfermeiro.
- Eu quero alta, já to bem. Chama um médico para mim? Tô com fome, ta um fedor insuportável aqui.
Sorrindo, disse que eu ia ficar mais um dia lá. Acho que para me zoar.
- Michelli?
Respondi que era eu. E ele olhando para aquela massa fétida que era a outra ‘moça’. Ela enchia-se o ego.
- Não sou eu, é ela.
- Michelli, você vai ter que tomar isso aqui.
Começam-se os gritos novamente... Achei até que a minha cabeça iria explodir. O outro bebum lá fora, insistia que queria água.
- Você, cala a boca e pára de reclamar, porque vai tomar isso de canudinho pela veia, não vai doer. E você, ai fora, cala a boca também, não vai beber água porra nenhuma.
- Eu tou liberado.
- Só se for pro céu, fica de boa.
O enfermeiro olha com cara feia para mim. Foda-se. Um silêncio, outro.
A história é a seguinte, enquanto eu não queria estar lá nem fudendo. A tal Fernanda Caroline, havia sido jogada de um viaduto, pois o amigo não queria dividir o craque com ela. Não sentia dor algumas, suas dores eram internas. Precisava de um lugar para dormir e comer. O outro, bêbado, caiu de moto, foi atropelado, algo assim. Não tinha ninguém, não tinha nada, só tinha muita teimosia, infernal de gritar.