... até explica melhor agora o que é felicidade... Se os sorrisos não passam de extrapolações d'alma, o amor é a extrapolação da felicidade, que nem caber, cabe! Então você sorri o tempo topo. Felicidade é ter uma motivação para fazer disso tudo mais bonito e sexy.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
bye 2008, welcome 2009
eu acho que deveria usar um corretor ortográfico, mas não.
bom, daqui a algumas horas já estaremos nós embarcado em 2009. ouvi hoje dizendo que a reforma ortográfica entra em vigor - bicho, com a memória que eu tenho, vai ser foda escrever, ein?eu vim aqui escrever sobre como foi 2008 e como será o meu 2009.eu repeti tantas vezes que o meu 2008 foi ruim, pensando bem, mentira!nunca tive um ano de tanto aprendizado. vou explicar porque agra.eu tive um namorado, o único da vida, sabem? nossa, o que sofri com ele. os bem de perto acompanharam, mas pensando bem, eu aprendi tantooo com isso, vou entrar em 2009 uma nova pessoa! mais forte, mais preparada, mais animada! renovada... pra que vamos reclamar, né? eu aprendi com isso que o mundo é imenso, vocês não têm noção (têm, sim, né?) de como esse mundo tem gente legal, bonita, gostosa, inteligente e, mais importante, que possam te fazer feliz.felicidade dessas instantâneas, momentâneas, espontâneas!!! Ohhhh quanta gente legal entrou na minha vida!aos velhos e bons amigos? sempre agradeço, beijo os pés, porra, como eu amo vcs e não canso de dizer!!!eu na verdade continuo piradona, sabem? mas ainda vou me recuperar - ou não.
meuuuuu emprego!!! porra, bicho, nada poderia ter acontecido de melhor para o meu UP pra isso... um valeu especial a essa pessoa que eu admiro.
tatoos que sempre tive vontade de fazer! e finalmente meus lindos cabelos vermelhos brilhantes de voltaaaaa....
eu respiro e me sinto eu! lindaaaaaaa, feliz... e ainda vivendo tudo exageradamente ao extremo.pula de cabeça! cai e levanta, respira e funga, sonha... e corre atrás!
eu queria poder gritar agora para todos ouvir o quão viva eu estou e simplesmente porque tem um monte de pessoas fodas que me rodeiam!minha família, aquela loura querida... todos!!! opa, vida boa que eu tive, não posso reclamar...
em 2009! quero usar tudo que me fortaleceu e que eu aprendi...quero beber mais, com menos glicose...quero rir mais, com menos medo de ofender...quero mais amores, quero mais prazer, quero mais gargalhadas, quero mais gente!quero mais livros, quero mais música, quero mais!!! quero tudo...quero eu engolir o mundo... abraçá-lo...
e viva 2009, e viva todos os amores que eu cultivei na vida!
valeu 2008!
bom, daqui a algumas horas já estaremos nós embarcado em 2009. ouvi hoje dizendo que a reforma ortográfica entra em vigor - bicho, com a memória que eu tenho, vai ser foda escrever, ein?eu vim aqui escrever sobre como foi 2008 e como será o meu 2009.eu repeti tantas vezes que o meu 2008 foi ruim, pensando bem, mentira!nunca tive um ano de tanto aprendizado. vou explicar porque agra.eu tive um namorado, o único da vida, sabem? nossa, o que sofri com ele. os bem de perto acompanharam, mas pensando bem, eu aprendi tantooo com isso, vou entrar em 2009 uma nova pessoa! mais forte, mais preparada, mais animada! renovada... pra que vamos reclamar, né? eu aprendi com isso que o mundo é imenso, vocês não têm noção (têm, sim, né?) de como esse mundo tem gente legal, bonita, gostosa, inteligente e, mais importante, que possam te fazer feliz.felicidade dessas instantâneas, momentâneas, espontâneas!!! Ohhhh quanta gente legal entrou na minha vida!aos velhos e bons amigos? sempre agradeço, beijo os pés, porra, como eu amo vcs e não canso de dizer!!!eu na verdade continuo piradona, sabem? mas ainda vou me recuperar - ou não.
meuuuuu emprego!!! porra, bicho, nada poderia ter acontecido de melhor para o meu UP pra isso... um valeu especial a essa pessoa que eu admiro.
tatoos que sempre tive vontade de fazer! e finalmente meus lindos cabelos vermelhos brilhantes de voltaaaaa....
eu respiro e me sinto eu! lindaaaaaaa, feliz... e ainda vivendo tudo exageradamente ao extremo.pula de cabeça! cai e levanta, respira e funga, sonha... e corre atrás!
eu queria poder gritar agora para todos ouvir o quão viva eu estou e simplesmente porque tem um monte de pessoas fodas que me rodeiam!minha família, aquela loura querida... todos!!! opa, vida boa que eu tive, não posso reclamar...
em 2009! quero usar tudo que me fortaleceu e que eu aprendi...quero beber mais, com menos glicose...quero rir mais, com menos medo de ofender...quero mais amores, quero mais prazer, quero mais gargalhadas, quero mais gente!quero mais livros, quero mais música, quero mais!!! quero tudo...quero eu engolir o mundo... abraçá-lo...
e viva 2009, e viva todos os amores que eu cultivei na vida!
valeu 2008!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
8 ou 80
Sabem aqueles jargões básicos sobre isso de exagero? Então eu sou todos eles.
Ou o cabelo tá preto e sério, ou tá vermelho fogo, chamativo e louco.
Ou fica comigo para sempre, ou nunca mais apareça.
Ou te quero muito perto sufocantemente, ou nem sua sombra quero ver o rastro.
Ou te amo em dois segundos, ou te odeio em 1.
Ou é café amargo, ou é bem doce, melado.
Ou é uma calcinha cafona de bolinhas e florezinhas, ou uma bem fio dental, de renda, preta.
Ou eu me jogo, pulo e te agarro, ou sou tímida, encolhida, espremida...
Ou eu sorrio demais, ou planejo milimetricamente.
Ou é tudo fervorosamente devorado, ou bem devagar, degustado.
Ou o bifé é mal passado, sangrando, ou é sola de sapato, esturricado.
Ou é extravagantemente arrumada, ou é um tropeço no guarda-roupas.
Ou é menina, ou mulher.
Pensando bem... Quem se é uma coisa ou outra, né? Somos momentos...
sabe quando o cheiro de alguém vem e inunda as suas narinas, seus pensamentos e assim por diante? você fecha os olhos e pode imaginar exatamente... Abre, e fica pensando naqueles velhos lugares, os mesmos de sempre mas que presenciaram outras situações, boas: saudades.
tô com uma saudade danada. Saudade de mim, há um tempo, saudade de quando eu ainda era feliz por nada, de quando nunca tinha me apaixonado de verdade e nem sofrido de amor.
experimentar pessoas, umas você engole, outras você degusta, mas não gosta mais, enjoa, tem medo de empapuçar, feito quando se tomar cerveja sozinha.
já bebeu cerveja sozinha? tequila? capirinha? num bar, sentada? os garçons sempre esperam que vá sentar alguém ali na cadeira em que deixei a bolsa, mas não vai. ai você fuma um cigarro e toma um gole, e intercala até embaralhar as coisas. levanta e vai embora. sintomas de saudades isso. quem vai beber sozinha? sou alcólatra, será?
maybe.na verdade, falei tanto já, que não quero mais falar. talvez já tenha falado demais - na vida.
Ou o cabelo tá preto e sério, ou tá vermelho fogo, chamativo e louco.
Ou fica comigo para sempre, ou nunca mais apareça.
Ou te quero muito perto sufocantemente, ou nem sua sombra quero ver o rastro.
Ou te amo em dois segundos, ou te odeio em 1.
Ou é café amargo, ou é bem doce, melado.
Ou é uma calcinha cafona de bolinhas e florezinhas, ou uma bem fio dental, de renda, preta.
Ou eu me jogo, pulo e te agarro, ou sou tímida, encolhida, espremida...
Ou eu sorrio demais, ou planejo milimetricamente.
Ou é tudo fervorosamente devorado, ou bem devagar, degustado.
Ou o bifé é mal passado, sangrando, ou é sola de sapato, esturricado.
Ou é extravagantemente arrumada, ou é um tropeço no guarda-roupas.
Ou é menina, ou mulher.
Pensando bem... Quem se é uma coisa ou outra, né? Somos momentos...
sabe quando o cheiro de alguém vem e inunda as suas narinas, seus pensamentos e assim por diante? você fecha os olhos e pode imaginar exatamente... Abre, e fica pensando naqueles velhos lugares, os mesmos de sempre mas que presenciaram outras situações, boas: saudades.
tô com uma saudade danada. Saudade de mim, há um tempo, saudade de quando eu ainda era feliz por nada, de quando nunca tinha me apaixonado de verdade e nem sofrido de amor.
experimentar pessoas, umas você engole, outras você degusta, mas não gosta mais, enjoa, tem medo de empapuçar, feito quando se tomar cerveja sozinha.
já bebeu cerveja sozinha? tequila? capirinha? num bar, sentada? os garçons sempre esperam que vá sentar alguém ali na cadeira em que deixei a bolsa, mas não vai. ai você fuma um cigarro e toma um gole, e intercala até embaralhar as coisas. levanta e vai embora. sintomas de saudades isso. quem vai beber sozinha? sou alcólatra, será?
maybe.na verdade, falei tanto já, que não quero mais falar. talvez já tenha falado demais - na vida.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Quebra-cabeça
Parte I
- Eu? Eu tenho 16 anos, falo 20, porque uso drogas senão me levam pro juizado de menores. Eu tava em Minas, ai falaram que aqui em São Paulo tinha emprego para mim, então eu subi no caminhão e vim. Chegando aqui me levaram pra um lugar, uma casa de puteiro, então eu fiquei com vários homens, até o dia que resolvi fugir de lá.
Ascende a luz, olha para mim com uma cara de ‘vamos lá’, mas não era em mim:
- Vou te dar uma injeção para dor.
Começa a gritar pra caramba, eu tava com uma puta dor de cabeça, afinal, eu tinha quebrado um pára-brisa com a cabeça:
- Ei, Fernanda, fica quieta, bicho, num vai doer porra nenhuma. Já fizeram coisas piores para você na sua vida, que doeram mais. Isso daí é para você ficar de boa. Tipo essa tatoo, não doeu?
Ela fedia demais, de um fedor insuportável que só de lembrar eu franzo a cara de lembrar. Ela vestia uma saia vermelha, que mal caberia em meus 63 kg e, ela vestia, sendo que a o anti-braço dela, deveria ser a minha coxa. Uma blusinha que se perdia a tantas dobras fedorentas. Um cabelo quiçaça descolorido de louro, uns pés sujos, nojentos que empesteavam e me embrulhavam o estomago cada vez que ela arrumava a coberta.
- Eu usei lança-perfume e por isso tenho problema de coração, não senti nada. Ah, meu nome não é Fernanda de verdade, esse é meu nome falso. Caroline é o de verdade, mas ta bom, assim pelo menos eu arranjo um emprego. Do que você trabalha?
Pensei bem, talvez ela não entendesse, respondi só, internet. E ai ficou um silencio que as minhas entranhas necessitavam, pelo menos, por alguns segundos.
- Onde você estava com o carro não tinha manobrista?
- Não.
Deu-me um frio insuportável, eu já havia pedido uma coberta, que recebi como resposta “Querida, isso aqui é um hospital público, acha mesmo que está num hotel? Cobertores são raros aqui!”, coloquei uma blusa que minha mãe trouxe, fazendo malabarismos para não arrancar o soro da veia.
- Que blusa linda a sua.
- Valeu, to com frio.
- E sua mãe é aquela loura, né? Ela tem olhos verdes.
- Sim.
- E aquele moço? Seu namorado?
- Não, meu irmão.
- Poatz, quero mijar.
De repente, comecei a prestar atenção, meio enfurecida:
- Fernanda, levanta e vai mijar no banheiro, você nem fudendo vai mijar ai, vai logo.
- Mas meu joelho dói.
- O caralho que dói. Não quebrou nada, vi os médicos falando, você já ta de alta. Vai logo.
Ela como pensou bem e não quis me contrariar, levantou candangamente aquela bunda fedorenta e foi mancando, devagar. Embrulhava-me o estômago.
Veio novamente o enfermeiro.
- Eu quero alta, já to bem. Chama um médico para mim? Tô com fome, ta um fedor insuportável aqui.
Sorrindo, disse que eu ia ficar mais um dia lá. Acho que para me zoar.
- Michelli?
Respondi que era eu. E ele olhando para aquela massa fétida que era a outra ‘moça’. Ela enchia-se o ego.
- Não sou eu, é ela.
- Michelli, você vai ter que tomar isso aqui.
Começam-se os gritos novamente... Achei até que a minha cabeça iria explodir. O outro bebum lá fora, insistia que queria água.
- Você, cala a boca e pára de reclamar, porque vai tomar isso de canudinho pela veia, não vai doer. E você, ai fora, cala a boca também, não vai beber água porra nenhuma.
- Eu tou liberado.
- Só se for pro céu, fica de boa.
O enfermeiro olha com cara feia para mim. Foda-se. Um silêncio, outro.
A história é a seguinte, enquanto eu não queria estar lá nem fudendo. A tal Fernanda Caroline, havia sido jogada de um viaduto, pois o amigo não queria dividir o craque com ela. Não sentia dor algumas, suas dores eram internas. Precisava de um lugar para dormir e comer. O outro, bêbado, caiu de moto, foi atropelado, algo assim. Não tinha ninguém, não tinha nada, só tinha muita teimosia, infernal de gritar.
- Eu? Eu tenho 16 anos, falo 20, porque uso drogas senão me levam pro juizado de menores. Eu tava em Minas, ai falaram que aqui em São Paulo tinha emprego para mim, então eu subi no caminhão e vim. Chegando aqui me levaram pra um lugar, uma casa de puteiro, então eu fiquei com vários homens, até o dia que resolvi fugir de lá.
Ascende a luz, olha para mim com uma cara de ‘vamos lá’, mas não era em mim:
- Vou te dar uma injeção para dor.
Começa a gritar pra caramba, eu tava com uma puta dor de cabeça, afinal, eu tinha quebrado um pára-brisa com a cabeça:
- Ei, Fernanda, fica quieta, bicho, num vai doer porra nenhuma. Já fizeram coisas piores para você na sua vida, que doeram mais. Isso daí é para você ficar de boa. Tipo essa tatoo, não doeu?
Ela fedia demais, de um fedor insuportável que só de lembrar eu franzo a cara de lembrar. Ela vestia uma saia vermelha, que mal caberia em meus 63 kg e, ela vestia, sendo que a o anti-braço dela, deveria ser a minha coxa. Uma blusinha que se perdia a tantas dobras fedorentas. Um cabelo quiçaça descolorido de louro, uns pés sujos, nojentos que empesteavam e me embrulhavam o estomago cada vez que ela arrumava a coberta.
- Eu usei lança-perfume e por isso tenho problema de coração, não senti nada. Ah, meu nome não é Fernanda de verdade, esse é meu nome falso. Caroline é o de verdade, mas ta bom, assim pelo menos eu arranjo um emprego. Do que você trabalha?
Pensei bem, talvez ela não entendesse, respondi só, internet. E ai ficou um silencio que as minhas entranhas necessitavam, pelo menos, por alguns segundos.
- Onde você estava com o carro não tinha manobrista?
- Não.
Deu-me um frio insuportável, eu já havia pedido uma coberta, que recebi como resposta “Querida, isso aqui é um hospital público, acha mesmo que está num hotel? Cobertores são raros aqui!”, coloquei uma blusa que minha mãe trouxe, fazendo malabarismos para não arrancar o soro da veia.
- Que blusa linda a sua.
- Valeu, to com frio.
- E sua mãe é aquela loura, né? Ela tem olhos verdes.
- Sim.
- E aquele moço? Seu namorado?
- Não, meu irmão.
- Poatz, quero mijar.
De repente, comecei a prestar atenção, meio enfurecida:
- Fernanda, levanta e vai mijar no banheiro, você nem fudendo vai mijar ai, vai logo.
- Mas meu joelho dói.
- O caralho que dói. Não quebrou nada, vi os médicos falando, você já ta de alta. Vai logo.
Ela como pensou bem e não quis me contrariar, levantou candangamente aquela bunda fedorenta e foi mancando, devagar. Embrulhava-me o estômago.
Veio novamente o enfermeiro.
- Eu quero alta, já to bem. Chama um médico para mim? Tô com fome, ta um fedor insuportável aqui.
Sorrindo, disse que eu ia ficar mais um dia lá. Acho que para me zoar.
- Michelli?
Respondi que era eu. E ele olhando para aquela massa fétida que era a outra ‘moça’. Ela enchia-se o ego.
- Não sou eu, é ela.
- Michelli, você vai ter que tomar isso aqui.
Começam-se os gritos novamente... Achei até que a minha cabeça iria explodir. O outro bebum lá fora, insistia que queria água.
- Você, cala a boca e pára de reclamar, porque vai tomar isso de canudinho pela veia, não vai doer. E você, ai fora, cala a boca também, não vai beber água porra nenhuma.
- Eu tou liberado.
- Só se for pro céu, fica de boa.
O enfermeiro olha com cara feia para mim. Foda-se. Um silêncio, outro.
A história é a seguinte, enquanto eu não queria estar lá nem fudendo. A tal Fernanda Caroline, havia sido jogada de um viaduto, pois o amigo não queria dividir o craque com ela. Não sentia dor algumas, suas dores eram internas. Precisava de um lugar para dormir e comer. O outro, bêbado, caiu de moto, foi atropelado, algo assim. Não tinha ninguém, não tinha nada, só tinha muita teimosia, infernal de gritar.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
"Teorema de Chutágoras"
Eu nunca fui muito crédula. Deus? Sei lá, eu nunca tive grandes provas para crer nesse ser iluminado uni presente e onipotente. Dessa forma, fui levando a vida e hoje sou o que sou, mesmo sem ele.
Amor? Foi algo inusitado, que de repente aos 23, chegou meio atrapalhado, algo louco, incontrolável, que em pouco tempo me fez mudar tanto, um turbilhão que também passou. Acredito em amor agora, mas em algo secundário, necessário talvez, não como achei uma vez, que fosse prioridade.
Hoje eu acredito que a vida não se resuma só a uma unilateral, mas também acho que não devemos nos expor suficientemente para sofrer por pessoas que não mereçam.
Fases que passam e, a gente só sorri, tentando pensar no recomeço. Sai de repente de um relacionamento atordoado e atrapalhado e, sabem o que restou da minha vida feliz, alegre e morna de antes? Pouca coisa, de verdade, sobrou poucos amigos, sobrou um pouco de vontade de fazer coisas novas e muita saudade de mim mesma em outra época.
Esse tal de destino faz a gente achar tudo errado na vida! Pensar que a gente chuta que o destino quer que façamos algo, a gente vai, faz e quebra a cara.
A gente chuta que se ele voltou, é porque realmente deveríamos tentar de novo, afinal chances são permitidas a todos: somos mortais.
A gente chuta que as fraquezas do outro que tanto te machuca não vão se repetir, afinal há tantas coisas mais importantes para considerarmos, que podemos relevar.
A gente chuta que as pessoas são boas, mas esquece que são fracas.
A gente chuta que você faz tudo certo, então porque daria tudo tão errado – justo com você?
A gente chuta, chuta... E chuta. Erra, só.
Decidi acertar dessa vez, ir atrás das minhas vontades, dos meus sonhos, do meu futuro. Porque uma hora a gente cansa de achar e passa a planejar: calculista e friamente.
Amor? Foi algo inusitado, que de repente aos 23, chegou meio atrapalhado, algo louco, incontrolável, que em pouco tempo me fez mudar tanto, um turbilhão que também passou. Acredito em amor agora, mas em algo secundário, necessário talvez, não como achei uma vez, que fosse prioridade.
Hoje eu acredito que a vida não se resuma só a uma unilateral, mas também acho que não devemos nos expor suficientemente para sofrer por pessoas que não mereçam.
Fases que passam e, a gente só sorri, tentando pensar no recomeço. Sai de repente de um relacionamento atordoado e atrapalhado e, sabem o que restou da minha vida feliz, alegre e morna de antes? Pouca coisa, de verdade, sobrou poucos amigos, sobrou um pouco de vontade de fazer coisas novas e muita saudade de mim mesma em outra época.
Esse tal de destino faz a gente achar tudo errado na vida! Pensar que a gente chuta que o destino quer que façamos algo, a gente vai, faz e quebra a cara.
A gente chuta que se ele voltou, é porque realmente deveríamos tentar de novo, afinal chances são permitidas a todos: somos mortais.
A gente chuta que as fraquezas do outro que tanto te machuca não vão se repetir, afinal há tantas coisas mais importantes para considerarmos, que podemos relevar.
A gente chuta que as pessoas são boas, mas esquece que são fracas.
A gente chuta que você faz tudo certo, então porque daria tudo tão errado – justo com você?
A gente chuta, chuta... E chuta. Erra, só.
Decidi acertar dessa vez, ir atrás das minhas vontades, dos meus sonhos, do meu futuro. Porque uma hora a gente cansa de achar e passa a planejar: calculista e friamente.
domingo, 9 de novembro de 2008
I hate Fridays yet
Hoje tive um dia daqueles que resolvi ficar em casa sem muita conversa, só com os meus pensamentos: domingo. Eu deveria estar feliz, emprego novo e muita coisa boa rolando, mas engraçado, estou com uma sensação de vazio que chega a doer no peito...
Eu sempre odiei mentiras e, me sinto mentindo a mim mesma, um bando de coisas borbulhando no meu peito sem muita direção... Chorei um bocado já. E descobri que finalmente aquela menina coração de pedra dos meus 15 anos que dizia não saber chorar, hoje já sabe, aprendeu tão bem, que facilmente as coisas a emociona e faz ai lágrimas surgirem.
A gente vê que com o tempo modificamos o que tem como convicção, analisa as coisas com parâmetros diferentes, a razão dos sentimentos não é a mesma que da lógica e isso é fato: deixei de ser a garota que ia bem em matemática há algum bom tempo.
Eu fui à locadora, aluguei três filmes: sex and the city: o filme, descasada e antes só do que mal casado. Bom, assisti dois e comi meio pote de sorvete de chocolate com escondidinho de calabresa. Nossa, que deprimente assim depois que escrevemos em algum lugar, quem ler isso aqui vai achar que eu to fingindo por ai ser uma Mieko diferente... Risos.
Só o que me fizeram ainda mais chorar. Despedidas não são legais, descobri que ainda terei muitas despedidas esse ano e nada fáceis... Tive que chorar, fui obrigada, não tive outra opção e descobri que hoje choro de soluçar até mesmo em filmes, choro de verdade e fico até um pouco mais triste do que deveria.
Todos esses filmes falam de uma coisa só que não me fazem muito bem ainda, AMOR. Explica-me você o que é o amor? Por que mesmo garotas como aquela que é a personagem principal do sex and the city pode sofrer de amor? Tão esperta, tão inteligente, tão linda... Tão, tão. Eu sou péssima de nomes, eu deveria ao menos lembrar o nome dela, né? Acabei de ver esse filme...
Por que pessoas boazinhas e certas, seguras, enfim, sofre de amor? Sei lá, não poderia ser tudo um trato com o papai-noel? Você foi boa garota, se dedicou e assim merece aquele tal príncipe que virá montado em um cavalo branco com o seu manual decorado, sabendo já tudo o que fará feliz e, o melhor, saberá ainda o que me chateará de verdade! Ah, mas ai seria perfeito, não ia gostar eu então, com toda a insatisfação que é natural do meu ser, é interior, eu necessito ficar insatisfeita, reclamar, brigar, gritar e chorar, não?
Chorar não deveria, isso deve lesar a minha beleza, acredito eu – to tentando me fazer de durona... Essa que é a verdade.
Sabe? Sabe o que mais me fez feliz hoje? Também tem todo aquele lance de amizade, quem são seus amigos reais? É aparece naquele filme das garotas de NY sei lá, não entendi muito bem, falam muito de grifes e amor lá... Amigos, quem são as pessoas que você pode considerar amigos de verdade? Amigo é aquele acredito eu, que te ligue no domingo, sei lá, do nada, que lembra de você, né? Valeu, você, pode acreditar, que todo esse chororô foi amenizado.
Valeu!
Eu sempre odiei mentiras e, me sinto mentindo a mim mesma, um bando de coisas borbulhando no meu peito sem muita direção... Chorei um bocado já. E descobri que finalmente aquela menina coração de pedra dos meus 15 anos que dizia não saber chorar, hoje já sabe, aprendeu tão bem, que facilmente as coisas a emociona e faz ai lágrimas surgirem.
A gente vê que com o tempo modificamos o que tem como convicção, analisa as coisas com parâmetros diferentes, a razão dos sentimentos não é a mesma que da lógica e isso é fato: deixei de ser a garota que ia bem em matemática há algum bom tempo.
Eu fui à locadora, aluguei três filmes: sex and the city: o filme, descasada e antes só do que mal casado. Bom, assisti dois e comi meio pote de sorvete de chocolate com escondidinho de calabresa. Nossa, que deprimente assim depois que escrevemos em algum lugar, quem ler isso aqui vai achar que eu to fingindo por ai ser uma Mieko diferente... Risos.
Só o que me fizeram ainda mais chorar. Despedidas não são legais, descobri que ainda terei muitas despedidas esse ano e nada fáceis... Tive que chorar, fui obrigada, não tive outra opção e descobri que hoje choro de soluçar até mesmo em filmes, choro de verdade e fico até um pouco mais triste do que deveria.
Todos esses filmes falam de uma coisa só que não me fazem muito bem ainda, AMOR. Explica-me você o que é o amor? Por que mesmo garotas como aquela que é a personagem principal do sex and the city pode sofrer de amor? Tão esperta, tão inteligente, tão linda... Tão, tão. Eu sou péssima de nomes, eu deveria ao menos lembrar o nome dela, né? Acabei de ver esse filme...
Por que pessoas boazinhas e certas, seguras, enfim, sofre de amor? Sei lá, não poderia ser tudo um trato com o papai-noel? Você foi boa garota, se dedicou e assim merece aquele tal príncipe que virá montado em um cavalo branco com o seu manual decorado, sabendo já tudo o que fará feliz e, o melhor, saberá ainda o que me chateará de verdade! Ah, mas ai seria perfeito, não ia gostar eu então, com toda a insatisfação que é natural do meu ser, é interior, eu necessito ficar insatisfeita, reclamar, brigar, gritar e chorar, não?
Chorar não deveria, isso deve lesar a minha beleza, acredito eu – to tentando me fazer de durona... Essa que é a verdade.
Sabe? Sabe o que mais me fez feliz hoje? Também tem todo aquele lance de amizade, quem são seus amigos reais? É aparece naquele filme das garotas de NY sei lá, não entendi muito bem, falam muito de grifes e amor lá... Amigos, quem são as pessoas que você pode considerar amigos de verdade? Amigo é aquele acredito eu, que te ligue no domingo, sei lá, do nada, que lembra de você, né? Valeu, você, pode acreditar, que todo esse chororô foi amenizado.
Valeu!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
I hate Fridays
Hoje foi um daqueles dias mais esquisitos de todos. Dois dias anteriores ao roubo do meu carro, meu pai bateu em um – diz ele não ser culpado. Orçamento? R$ 700,00 fomos lá pagar. Era um velhinho japonês meio doido, deu-nos um exemplar de um livro que ele escreveu – farei questão de lê-lo. Enfim, como assim o velho nos deu um livro? Já que fomos lá pagar algo que o acaso trouxe, mas que não foi nada legal... Ok, passou.
Vindo de lá, lembrei que amanhã é mais uma sexta-feira e mais uma vez eu entro num estado de piração. Toda a minha vida, antes dessas exatas seis semanas pós um evento em minha vida, eu sempre amei as sextas-feiras, sempre. Eu ia tatuar em mim Freitag, que é sexta-feira em alemão. Frei, liberdade, Tag, dia. Era o dia mais feliz da semana...
O dia da liberdade! Sexta-feira... Sempre gostei de ser livre, solta por ai. De repente, é o pior dia da semana, o que me traz um vazio, o que não me traz nada, o que só me traz boas e engraçadas lembranças...
Era o dia em que no dia seguinte, eu poderia acordar tarde, porque eu não tinha aula. Era o dia mais gostoso, porque tinha a cerveja com os amigos. Era o dia mais feliz, porque à noite ainda durava a luz, brilhando, piscando, animando. Era o dia mais esperado, porque eu veria o meu amor... E hoje é um dia angustiado, engasgado que só me traz a lembrança que as minhas sextas-feiras não são nada. Não há planejamentos...
So, I hate Fridays now.
Mas os bons ventos voltaram a soprar, a voltaram…
Vindo de lá, lembrei que amanhã é mais uma sexta-feira e mais uma vez eu entro num estado de piração. Toda a minha vida, antes dessas exatas seis semanas pós um evento em minha vida, eu sempre amei as sextas-feiras, sempre. Eu ia tatuar em mim Freitag, que é sexta-feira em alemão. Frei, liberdade, Tag, dia. Era o dia mais feliz da semana...
O dia da liberdade! Sexta-feira... Sempre gostei de ser livre, solta por ai. De repente, é o pior dia da semana, o que me traz um vazio, o que não me traz nada, o que só me traz boas e engraçadas lembranças...
Era o dia em que no dia seguinte, eu poderia acordar tarde, porque eu não tinha aula. Era o dia mais gostoso, porque tinha a cerveja com os amigos. Era o dia mais feliz, porque à noite ainda durava a luz, brilhando, piscando, animando. Era o dia mais esperado, porque eu veria o meu amor... E hoje é um dia angustiado, engasgado que só me traz a lembrança que as minhas sextas-feiras não são nada. Não há planejamentos...
So, I hate Fridays now.
Mas os bons ventos voltaram a soprar, a voltaram…
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